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TickerLab
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Confiança

Fontes e metodologia

De onde vêm os números, como são calculados e o que eles não dizem.

Dados de mercado

  • Fonte: Yahoo Finance, histórico diário de preços de fechamento, ajustados por dividendos e desdobramentos. O CDI e a Selic vêm do Banco Central.
  • Não é tempo real. Os dados podem ter atraso, lacunas e ajustes posteriores. O app guarda um histórico para não depender do Yahoo a cada visita e avisa quando usa dados guardados ou de exemplo.
  • Cobertura da busca: ações, units, FIIs, ETFs e BDRs negociados na B3 (cadastro público da B3), as empresas do S&P 500, os principais índices, cinco criptomoedas e câmbio. Outros códigos do Yahoo também podem ser digitados.

Como os números são calculados

  • Retornos diários a partir do fechamento; ano de 252 pregões.
  • Volatilidade: desvio padrão dos retornos diários, anualizado.
  • Índice de Sharpe: retorno anualizado menos a taxa livre de risco, dividido pela volatilidade anual.
  • Maior queda (drawdown): a pior queda a partir de um topo anterior.

Testes de estratégia (backtest)

  • Sem olhar o futuro: a decisão tomada com o fechamento de um dia só vale a partir do dia seguinte.
  • Com custos: cada compra e venda paga um custo; há também imposto e o rendimento do CDI no caixa nas páginas que permitem.
  • Validação: treino e teste, walk-forward, teste contra o acaso e Sharpe deflacionado, para separar sorte de padrão.
  • Limites: não há derrapagem nem falta de liquidez na simulação, e os ativos escolhidos hoje carregam viés de sobrevivência.

Research: eventos e fundamentos

  • Eventos: os documentos que as empresas entregam aos reguladores, lidos uma vez por dia. Da CVM (empresas da B3): fatos relevantes, comunicados, avisos, proventos e resultados. Da SEC (empresas do S&P 500): 8-K (resultados, mudanças na diretoria, aquisições...), 10-K (anual) e 10-Q (trimestral). Cada evento tem o link para o documento original.
  • Sinais de alerta: balanço (DFP ou ITR) entregue à CVM depois do prazo legal (a data de entrega é oficial; o prazo é calculado pelo TickerLab, sem feriados), aviso de atraso nos EUA (NT 10-K e NT 10-Q), troca de auditor, mudança de controle e vencimento antecipado de dívida.
  • Participações: investidores que declaram ter 5% ou mais de uma empresa dos EUA (13D, com intenção ativa, e 13G, passivo).
  • Pessoas de dentro: compras e vendas de ações por controladores, diretores e conselheiros. Na B3, o formulário mensal da CVM (somado por cargo, publicado até o dia 10 do mês seguinte); nos EUA, o Form 4 da SEC (em até 2 dias úteis, com a marcação de venda programada pelo plano 10b5-1). Mostramos o cargo, nunca o nome. Pela pesquisa, as compras costumam dizer mais que as vendas; ainda assim, é um fato, não uma recomendação.
  • Donos e fundos: quais fundos brasileiros têm cada ação da B3 (carteira mensal entregue à CVM, com as posições vendidas, a aposta na queda) e quais grandes gestores têm cada ação dos EUA (Form 13F trimestral da SEC). Como muitos fundos mantêm posições em sigilo por até 90 dias, mostramos a fatia dos fundos que informaram e só comparamos meses com cobertura parecida.
  • Newsletter: a edição da sua lista junta tudo isso num só lugar, na tela ou em PDF. É montada só com fatos dos documentos oficiais, em frases de modelo fixo (sem inteligência artificial), com o link de cada item, os parâmetros usados e os limites.
  • Relevância: a ordem da lista vem de pesos que você ajusta (tipo do evento, quão recente é, a fonte). É uma regra editorial para organizar a leitura, não uma previsão de preço.
  • Fundamentos: receita, margens, ROE, ROIC, dívida e múltiplos nos últimos 12 meses. Na B3, das demonstrações da CVM (DFP e ITR); nos EUA, dos números que as empresas marcam em XBRL nos relatórios 10-K e 10-Q entregues à SEC, respeitando o ano fiscal de cada uma (o da Apple termina em setembro). Bancos e seguradoras aparecem como "não se aplica" onde o indicador não faz sentido.

Qualidade do lucro: o selo "Dado em conferência"

Uma regra automática e fixa pediu uma segunda olhada neste número. Não quer dizer que ele esteja errado: quer dizer que vale conferir no documento original antes de tirar conclusões. O TickerLab nunca corrige nem apaga o número que a empresa entregou; só aponta.

Todo dia, depois da coleta, regras fixas conferem as demonstrações da CVM (DFP e ITR). Na página Fundamentos, o documento com achado ganha o selo, e cada achado traz o porquê, com os números. As regras são as mesmas para todas as empresas; mudou uma regra, muda a versão e os achados são refeitos. Regras em uso:

  • Ativo diferente do passivo: O ativo total precisa ser igual ao passivo total mais o patrimônio líquido (tolerância de 0,1% ou R$ 1 mil, o arredondamento da CVM).
  • Subtotal que não fecha: No balanço, as contas de baixo precisam somar a conta de cima (tolerância de 0,5%). Contas de baixo zeradas não disparam: é hábito comum de preenchimento.
  • Escala suspeita: O mesmo número vale cerca de mil vezes mais (ou menos) que no documento anterior: sinal de reais e milhares trocados.
  • Valor impossível: Ativo total, ativo circulante ou caixa negativos.
  • Refeito pela empresa no balanço seguinte: O balanço seguinte traz, na coluna do ano anterior, um ativo total, receita, lucro ou patrimônio diferente do que a empresa tinha publicado. Vale a partir da entrega do balanço seguinte.
  • Salto fora do padrão: Receita ou ativo total que subiu ou caiu 5 vezes ou mais em um ano, sem fato relevante ou comunicado da empresa no período que explique.
  • Balanço atrasado: DFP ou ITR entregue depois do prazo da CVM, ou ainda não entregue. Esperamos o balanço de quem entregou o do ano anterior e continuava registrada na data do prazo. O prazo é calculado sem feriados: 1 ou 2 dias podem ser só um feriado.
  • Linhas repetidas no arquivo: O arquivo da CVM trouxe a mesma linha mais de uma vez; o TickerLab conta cada uma só uma vez.
  • Lucro em branco: O lucro do período veio zerado numa empresa que teve receita no mesmo período.
  • Conta de cima em branco: Uma conta veio zerada, mas as contas abaixo dela têm valor: quem lê a conta de cima vê zero onde há dinheiro.

Cada achado vale a partir do dia em que a informação ficou pública (a entrega do documento): ao olhar o passado, o selo mostra só o que se podia saber naquela data.

Relatório da empresa: padrões, notas e fórmulas

Padrões por setor

Cada nota compara o número da empresa com o padrão do grupo de setores dela: os percentis do mesmo indicador entre as empresas do grupo, calculados pelo TickerLab com as demonstrações entregues à CVM (DFP e ITR) e com os mesmos cálculos da tela Fundamentos.

Só entra o que era público na data de corte: de cada balanço vale a versão entregue à CVM até aquele dia. Uma reapresentação feita depois não muda o padrão de uma data antiga; por isso o padrão de qualquer data passada pode ser refeito e dá o mesmo resultado.

Os cortes são o fim de cada mês; os padrões que o relatório mostra são os do corte mais recente, com o número de empresas e a data ao lado.

Grupo com menos de 8 empresas com o indicador é pequeno demais para um percentil: a empresa é comparada com o mercado inteiro (as não financeiras), e o texto avisa. O grupo financeiro nunca é comparado com as não financeiras: sem empresas suficientes, fica sem padrão.

Empresa com achado aberto do selo de qualidade que afeta o balanço inteiro (ativo diferente do passivo, escala suspeita, valor impossível e lucro em branco) fica fora do padrão daquele corte, para um número em conferência não mudar a régua dos outros.

Método na versão 1: mudou um indicador ou a regra, a versão sobe e os padrões são recalculados.

Grupos de setores (pelo setor que a empresa informa à CVM):

  • Energia elétrica: energia eletrica
  • Saneamento, água e gás: saneamento
  • Transporte e logística: transporte
  • Construção e materiais: const
  • Comércio: comercio
  • Máquinas, veículos e peças: maq
  • Materiais básicos: metalurgia, petroquimicos, papel e celulose, embalagens, reflorestamento e extracao mineral
  • Petróleo e gás: petroleo
  • Alimentos, bebidas e agro: alimentos, bebidas e agricultura
  • Vestuário, lazer e turismo: textil, brinquedos e hospedagem
  • Saúde: servicos medicos e farmaceutico
  • Telecomunicações e tecnologia: telecomunicacoes e comunicacao e informatica
  • Educação: educacao
  • Financeiro: bancos, intermediacao financeira, seguradoras, arrendamento, credito imobiliario, bolsas de valores e securitizacao
  • Holdings sem setor principal: sem setor principal

Notas

Qualidade, de ótimo a péssimo: pelos quintis do grupo (20%, 40%, 60% e 80%), na direção do indicador. Numa margem, ficar acima de 80% das empresas do grupo é ótimo; na dívida e no ciclo de caixa, ótimo é ficar abaixo de 80% delas.

Preço, barato, justo ou caro: P/L e P/VP por duas réguas. A do setor: abaixo do percentil 33% do grupo é barato, acima do 67% é caro. A do próprio histórico da empresa: os mesmos tercis, com o múltiplo de cada ano (o preço do último pregão do ano), pedindo pelo menos 3 anos. Se as duas réguas concordam, vale a nota delas; se discordam, a nota é justo e as duas aparecem. Sem histórico, vale o setor. Com prejuízo (múltiplo negativo), não há nota.

Toda nota aparece com o número, o padrão (onde fica a metade do meio do grupo), o grupo, a quantidade de empresas, a data do corte e a fonte. Número com selo de qualidade mostra o aviso ao lado da nota.

Caixa operacional / lucro: nota por faixa fixa e pública, sem comparar com o setor, porque um número alto costuma vir de lucro pequeno, não de caixa bom. Abaixo de 0,8×, atenção; de 0,8× a 1,5×, saudável; acima de 1,5×, conferir o lucro. Com prejuízo, não há nota.

As notas comparam o número da empresa com o das empresas do mesmo grupo de setores, por regras fixas e públicas (página de metodologia). Dizem como o número está em relação aos pares, não o que vai acontecer: não é recomendação de compra ou venda.

A direção de cada indicador com nota de qualidade:

  • Margem bruta: quanto maior, melhor
  • Margem EBIT: quanto maior, melhor
  • Margem líquida (lucro consolidado): quanto maior, melhor
  • ROE: quanto maior, melhor
  • ROIC: quanto maior, melhor
  • Dívida líquida / patrimônio: quanto menor, melhor
  • Crescimento da receita: quanto maior, melhor
  • Crescimento do lucro: quanto maior, melhor
  • Giro do ativo: quanto maior, melhor
  • Ciclo de caixa: quanto menor, melhor
  • Cobertura de juros: quanto maior, melhor

Fórmulas

  • DuPont: ROE = margem líquida × giro do ativo × alavancagem. Margem = lucro / receita; giro = receita / ativo; alavancagem = ativo / patrimônio. Fecha com o ROE da tela: lucro de 12 meses e patrimônio do balanço mais recente, os dois dos controladores.
  • Ciclo de caixa: dias a receber + dias de estoque − dias a pagar. Receber = contas a receber / receita × 365; estoque e pagar = estoques e fornecedores / custo das vendas × 365, com o saldo médio do último ano quando houver.
  • Caixa livre: caixa operacional − capex. Capex = compras de imobilizado e intangível na demonstração dos fluxos de caixa.
  • Capex / depreciação: capex / depreciação e amortização. Acima de 1, a empresa investe mais do que o desgaste dos ativos.
  • Cobertura de juros: EBIT / despesas financeiras. Sem despesa financeira no período, não se aplica.
  • Crescimento composto: (último ano / primeiro ano)^(1 / anos) − 1. Histórico de até 10 DFPs; ano que falta aparece como falta, nunca como zero, e a variação de um ano para o outro só é calculada entre anos seguidos.
  • Piotroski F: um ponto por critério cumprido, de 0 a 9. Piotroski (2000), Value Investing: The Use of Historical Financial Statement Information. Os 9 critérios: ROA positivo, caixa operacional positivo, ROA subiu, caixa operacional maior que o lucro, alavancagem caiu, liquidez corrente subiu, não emitiu ações, margem bruta subiu, giro do ativo subiu. Critério sem dado não conta ponto e aparece como sem dado.
  • Altman Z'': Z'' = 6,56·X1 + 3,26·X2 + 6,72·X3 + 1,05·X4. Altman (2005), Z'' para empresas não industriais e mercados emergentes. X1 = capital de giro / ativo; X2 = lucros retidos / ativo; X3 = EBIT / ativo; X4 = patrimônio / passivo. Faixas do artigo: acima de 2,6, segura; abaixo de 1,1, de aflição; no meio, cinzenta. A faixa diz onde o número cai na amostra do artigo, não que a empresa vai quebrar.
  • Beneish M: M = −4,84 + 0,920·DSRI + 0,528·GMI + 0,404·AQI + 0,892·SGI + 0,115·DEPI − 0,172·SGAI + 4,679·TATA − 0,327·LVGI. Beneish (1999), The Detection of Earnings Manipulation (8 índices). Cada índice compara o ano com o anterior (prazo de receber, margem bruta, qualidade do ativo, crescimento da receita, depreciação, despesas, accruals e alavancagem). Acima de −1,78, o número fica acima do limite que o artigo usou para separar as empresas da amostra: pede uma leitura atenta das demonstrações, não é acusação de manipulação.
  • P/L e P/VP: preço / lucro por ação; preço / patrimônio por ação. Lucro e patrimônio dos controladores, ações em circulação (sem as de tesouraria). O preço vem do Yahoo Finance e é usado só para o múltiplo.
  • DCF: valor por ação = (caixa livre descontado + perpetuidade descontada − dívida líquida) / ações. O caixa livre de hoje cresce à taxa escolhida pela pessoa por N anos, depois à taxa da perpetuidade, tudo trazido a valor presente pela taxa de desconto. As premissas são de quem usa; o TickerLab só faz a conta e mostra a tabela de sensibilidade. O desconto precisa ser maior que o crescimento na perpetuidade. Não é preço-alvo.
  • Valuation reverso: o crescimento anual que faz o DCF dar o preço de hoje. Com as mesmas premissas do DCF, procura (por bissecção) o crescimento que o preço atual supõe. Sem resposta numa faixa razoável, não mostra número.

Carteira B3

A API da Área do Investidor da B3 só atende empresas credenciadas (com CNPJ, certificado digital e contrato). O TickerLab não tem essa conexão. Você baixa a planilha de posição na Área do Investidor e a envia no app: ela é lida só na memória, não fica guardada e não vai para os registros. A análise usa os pesos de hoje no passado: mostra risco e concentração, não o seu resultado real.

Relatórios em PDF

Os relatórios usam os mesmos cálculos do app. Cada um traz a data e a hora da coleta dos dados, os parâmetros, a seção "Metodologia e reprodutibilidade" e a seção obrigatória "Limites e cuidados". O resumo executivo só repete, em frases neutras, números do próprio relatório.

Privacidade e segurança

  • Login com o Google; o app não vê nem guarda a sua senha.
  • Você exporta os seus dados (JSON) e apaga a conta quando quiser.
  • O site e o app não usam Google Fonts nem ferramentas de análise de terceiros.
  • Pagamentos (em modo de teste) pelo Stripe; o TickerLab não recebe dados de cartão.

Detalhes na Política de privacidade.

O que o TickerLab não é

Não é corretora, não executa ordens, não é consultoria e não é recomendação de investimento. É uma plataforma de informação e análise por assinatura; o enquadramento regulatório da oferta comercial está em avaliação.

Dúvidas, correções e pedidos: [email protected].

Código aberto para conferência: github.com/tbc174/tickerlab.